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Município de Jarinu está em estado de emergência

Publicado em 13 de Janeiro de 2005 às 07h51     Texto: Jornal de Jundiaí - JJ
 
Atenção: você está lendo uma notícia antiga de 13 de Janeiro de 2005

O prefeito de Jarinu, Vanderlei Gerez Rodrigues (PSDB), decretou estado de emergência no município. A providência foi tomada depois que ele recebeu um relato da equipe e constatou que a dívida pública (anteriormente estimada em R$ 2,2 milhões) já passa dos R$ 4 milhões.

"Na verdade esse decreto é apenas para nos servir de instrumento para poder negociar e administrar. Não posso deixar de comprar remédio e produto de limpeza para o hospital, por exemplo", explica.

Com a medida, o município pode fazer compras sem necessidade de licitações. Outra providência de Vanderlei Gerez foi enviar, em caráter de emergência à Câmara Municipal, um projeto de lei que isenta o munícipe de juros e anistia aquele que está devendo o IPTU de anos anteriores.

"Espero que, com o dinheiro do IPTU de 2005, que deve entrar por esses dias, eu consiga pagar a dívida do INSS, que passa dos R$ 800 mil", acredita.

Driblar o problema financeiro do município é um dos principais desafios dele agora. Vanderlei afirma, ainda, que o ex-prefeito (Antônio Clarete Lorencini, PFL) não empenhou verbas importantes como por exemplo, para o pagamento da Sabesp - que cuida da distribuição de água.

Como os dados dos computadores sumiram, a equipe da Prefeitura é obrigada a procurar documentos em gavetas, para achar solução a cada nova questão ou pendência que surge. O Ministério Público também entrou no caso. O estado de emergência durará 90 dias.

Nova surpresa
Ontem pela manhã, Vanderlei esteve com o prefeito de Atibaia, Beto Trícoli, e acabou descobrindo outro problema. "As cidades dessa região têm um convênio, uma espécie de consórcio de máquinas de manutenção de estradas. Cada município paga um valor mensal para ter o serviço de manutenção. Jarinu está há seis meses sem pagar".

Ele se diz impressionado com o volume de problemas que encontrou em pouco tempo de administração. "Achamos um documento cujo empenho de R$ 100 mil garantiria o Carnaval de 2000. Só que como prestação de contas, temos apenas uma nota fiscal de R$ 1 mil", disse.

A esperança do novo prefeito, antes que vença o prazo do estado de emergência, é que consiga administrar a saúde e pagar a dívida com os funcionários, que por enquanto receberam apenas o salário-base (sem horas-extras).

Hoje, o prefeito espera solucionar também a questão dos computadores, fazendo reuniões com a empresa de softwares que presta serviços na prefeitura. "Precisamos resgatar esses dados, sumiram todos, até cadastros de alunos da rede", lamentou. A reportagem tentou entrar em contato com o ex-prefeito Toninho Lorencini para repercurtir as declarações de Gerez, mas ele não foi encontrado.


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