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Inclusão de deficiente auditivo é tema de palestra

Publicado em 23 de Maio de 2009 às 23h05     Texto: Prefeitura Municipal
 
Atenção: você está lendo uma notícia antiga de 23 de Maio de 2009

A Secretaria Municipal de Educação (SME), por meio do Projeto de Inclusão, dá continuidade à série de encontros que tem como objetivo dar aos profissionais de educação da rede municipal subsídios para a inclusão de alunos com qualquer tipo de deficiência nas salas de aula de ensino regular. Em encontro realizado no dia 12 de maio, as profissionais da Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva de Jundiaí (Ateal) Viviane Moreira, fonoaudióloga, e Duani Emanuele Bertan, psicopedagoga, abordaram o tratamento dos alunos com deficiência auditiva (DA).

Viviane destacou os cuidados que pais, colegas e professores devem ter para que os alunos com deficiência auditiva não se sintam diferenciados no convívio escolar. Ela citou, por exemplo, fatores que podem provocar resistência dos alunos no uso do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI). Segundo a fonoaudióloga, muitas vezes o deficiente pode se recusar a usar o aparelho “por achar feio”, barulho excessivo do ambiente, volume excessivo do aparelho, entre outras razões.

Para que o deficiente não se sinta inferiorizado é importante que os próprios colegas incentivem o uso do AASI e, para tanto, a colaboração do professor é fundamental. Outro hábito que deve ser estimulado é o uso constante do aparelho e não apenas em horário de aula ou nas consultas médicas. Viviane destacou a necessidade de um esforço recíproco no processo de comunicação entre as pessoas que ouvem perfeitamente e aqueles que apresentam dificuldades em diferentes graus. “Para o surdo também é difícil falar, mas ele se esforça. Por isso, a gente deve se esforçar para entender o mundo dele”, afirma a fonoaudióloga.

Durante a palestra foram passadas dicas importantes para garantir uma boa comunicação com os deficientes auditivos: manter atenção com o aparelho (volume, acúmulo de cera, tamanho etc); não gritar; falar sempre de frente e próximo para facilitar a leitura labial; sempre identificar a origem de um som quando o deficiente estiver procurando.
Em sala de aula, é importante que o deficiente auditivo esteja no meio da sala. Isso porque, se estiver encostado à parede, ele pode sentir a reverberação do ambiente e, se estiver na janela, o som externo dificulta ainda mais a compreensão da aula. “O deficiente auditivo não pode ser tratado como robô. Ele não quer ser tratado como diferente”, afirma a fonoaudióloga frisando a necessidade de garantir ao surdo um tratamento igualitário em qualquer ambiente que esteja.

Libras
A psicopedagoga Duani falou um pouco sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) que tem estrutura gramatical, sintaxe própria e foi reconhecida, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, como meio legal de comunicação e expressão através da Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002.

No artigo primeiro lê-se: “Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitue um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.”

Duani mostrou exemplos de textos produzidos por pessoas com deficiência auditiva e salientou que é preciso respeitar as suas limitações. Ela frisou a importância de garantir o enriquecimento de vocabulário do deficiente uma vez que a Língua Portuguesa conta com cerca de 33 mil palavras, enquanto a linguagem do surdo tem aproximadamente 1500 sinais.

A psicopedagoga esclareceu, ainda, sobre a importância das expressões faciais na comunicação com o surdo que “correspondem à entonação da voz do ouvinte”. Outro cuidado que se deve ter é com a luminosidade de forma que o deficiente visual nunca tenha o seu interlocutor contra a luz, por exemplo. Duani encerrou o encontro ensinando a platéia os códigos em Libras do clássico “Parabéns a você”.

O Projeto
O Projeto de Inclusão foi iniciado em 2002 buscando atender a legislação que passou a exigir, por exemplo, que alunos com deficiência mental leve passassem a frequentar as salas de aula regular e não mais, exclusivamente, as unidades da Apae.

Segundo Patrícia Cenciani Amaral, integrante da equipe de inclusão, a rede municipal conta com aproximadamente 70 alunos que apresentam algum tipo de deficiência ou distúrbio de aprendizagem. Para atender este público, o município conta com uma equipe multidisciplinar de psicopedagogas, pedagoga, psicólogas e fonoaudióloga. A APAE de Campo Limpo Paulista também colabora com a orientações e troca de experiências com os professores da rede regular.


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